03 de setembro de 2008 às 18:54
Governo federal analisa proposta do setor salineiro do RN
O setor salineiro do Rio Grande do Norte está em negociações com o Governo Federal para solucionar as relações comerciais do sal no Brasil. Atualmente, o sal chileno é importado para o Brasil por um valor abaixo do preço brasileiro, tornando desleal a concorrência com os produtores potiguares.
Na terça-feira (2), o secretário do Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, acompanhado do presidente da Salinor, Alcydes Mitidieri e o presidente da Codern, Emerson Fernandes participaram de audiência no Ministério de Indústria e Comércio Exterior dando continuidade a discusão de limites para negociação comercial do sal no Brasil.
Na reunião, o secretário informou ao Ministério detalhes da situação dos produtores potiguares, com a produção avaliada em 97% de todo sal produzido no Brasil, favorecendo o processo que será apresentado pelo governo brasileiro ao governo chileno na próxima reunião bilateral, que acontece semestralmente.
"Estamos tentando solucionar da melhor maneira a comercialização do sal potiguar, e através dessas reuniões com o Governo Federal, vamos encaminhar ao governo chileno um processo para elaborarmos um acordo entre os dois países", afirma o secretário.
O projeto apresentado pelo Rio Grande do Norte está sendo avaliado e passará nos próximos dias por mudanças indicadas pelo Ministério, para que não ocorra atraso na negociação entre os países. Após a apresentação do projeto, o governo brasileiro espera firmar um acordo entre os países, limitando a quantidade de sal exportada pelo Chile ao Brasil. Um segundo passo, caso o acordo não obtenha sucesso, é a implantação da política de salvaguarda, impedindo a entrada de sal de qualquer país no Brasil.
A segunda audiência aconteceu na manhã desta quarta-feira (3) entre a comitiva potiguar e a secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, para discursão técnica da questão jurídica do frete pago pelos empresários chilenos. A expectativa é que após a apresentação do processo ao governo chileno nos próximos dias, a solução para o setor salineiro potiguar aconteça até o fim do ano.