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Em sete anos movimentação do BNB no Rio Grande do Norte subiu de R$ 72 milhões para R$ 1,1 bilhão

O Banco do Nordeste (BNB), um dos maiores parceiros do Governo do Estado em linhas de financiamento para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, teve este ano o melhor desempenho da instituição no Estado. Os financiamentos do banco no RN no ano de 2009 superaram R$ 1,1 bilhão. Os números foram apresentados pelo superintendente estadual da instituição, José Maria Vilar, durante um almoço nesta quarta-feira (3), no Hotel Rifóles, em Ponta Negra, do qual participaram a governadora Wilma de Faria e o chefe de gabinete da Presidência do BNB, Robério Gress. O valor de 2009 corresponde a mais de 15 vezes o que havia sido contratado em 2002, que foi de R$ 72,6 milhões.

A governadora Wilma de Faria também comemorou os resultados. "Nos sentimos parte dessa história, porque temos uma parceria que deu certo: o governo, com os incentivos fiscais e a infra-estrutura, Banco do Nordeste e a iniciativa privada. Estamos vivendo um novo Rio Grande do Norte", disse Wilma de Faria.

BALANÇO 2009 - BNB NO RN

De acordo com os apresentados, o Banco do Nordeste responde por 68,7% dos financiamentos de longo prazo concedidos no Estado – excluindo-se os recursos destinados ao crédito imobiliário. No crédito ao segmento rural, a participação do banco é superior a 80%.
Vilar destacou que pelo quarto ano consecutivo, 100% dos municípios potiguares contaram com financiamentos por meio do FNE, principal fonte de recursos do banco. E contabilizou que "de 2003 a 2009, o BNB injetou R$ 3,6 bilhões na economia do Rio Grande do Norte." No que diz respeito ao FNE, o Fundo Constitucional de Financiamento ao Nordeste, o valor de 2009 corresponde a mais de 44 vezes o que havia sido contratado no ano de 2002.

DESTAQUES - Entre os destaques no desempenho do BNB o superintendente ressalta recursos superiores a R$ 975,0 mil investidos no apoio ao desenvolvimento e difusão de pesquisas, a fim de beneficiar atividades econômicas potiguares, em 2009 mais de 130 projetos culturais apoiados com verba de R$ 2,1 milhões em patrocínios - somente em 2009, foram investidos R$ 450 mil em 29 projetos, e mais de R$ 96,8 milhões contratados com a cadeia de petróleo e gás.

Para as micro e pequenas empresas os financiamentos em 2009 foram superiores a R$ 189 milhões, sendo que 83% dos financiamentos estão localizados fora da região metropolitana de Natal. "Esses dados demonstram o fortalecimento das micro e pequenas empresas também no interior do Rio Grande do Norte e não apenas na capital", disse Vilar.

Por região, os financiamentos às micro e pequenas empresas ficaram distribuídos da seguinte forma: 30% na do Seridó (R$ 57,6 milhões), 22% na do Oeste (R$ 41,2 milhões), 18% na Central (R$ 34,7 milhões), 17% na Metropolitana (R$ 32,1 milhões) e 13% na do Agreste-Trairi (R$ 23,8 milhões).

PROGRAMAS E SETORES - O programa de microcrédito produtivo urbano,o Crediamigo, fechou 2009 com empréstimos da ordem de R$ 90 milhões, um crescimento de 45% em relação ao ano de 2008. Já o Agroamigo, que se aplica ao meio rural e atende agricultores com renda bruta anual de até R$ 6 mil, as contratações de empréstimo foram de mais de R$ 25,6 milhões. Por fim, os financiamentos concedidos através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) atingiu o montante de R$ 49 milhões em 2009. Por setor, o de comércio e serviços foi o que demandou maior volume de crédito do BN: 36% ou R$ 417,6 milhões do total investido no Estado. Para o de infra-estrutura foram destinados mais de R$ 400 milhões (34%). Os financiamentos foram feitos a empresas do setor elétrico, especialmente, energia eólica. Os créditos ao segmento industrial cresceram 75% (R$ 172 milhões) em relação a 2008. Para os empreendimentos rurais, foram R$ 136 milhões (12%).

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